Páginas

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quando acaba o amor

Dor é dor. Aqui ou na China. Pouca ou muita, dor é dor.
Muitas coisas doem, como dizia Martha Medeiros, e dói muito a saudade também, mas dói o desrespeito.
Ninguém até hoje sabe como é amar no real sentido da palavra. Fazer bem ao amado, independente de como, respeitar, dar espaço. Mas adimitir um erro e procurar não faze-lô novamente é uma maneira de tentar.
Quando acaba o amor, não necessariamente acaba o respeito, o carinho e a preocupação. Mesmo que se tenha uma curta relação, é uma vida, uma tentativa de uma vida. É um teste, uma prova que se sair bem é um passo para o próximo nivel. Se não passa, paciencia, foi só um teste que talvez faça diferença, que talvez não seja só mais um.
O amor não começa do dia pra noite, nem acaba. Se outra pessoa coloca um alguém ao seu lado não quer dizer que ocupa seu lugar, todas as pessoas são insubstituiveis, podem parecer-se umas com as outras em alguns aspectos, mas não se substitui um amor.
Se não faz falta, se não doeu, se não existe ciumes, não foi amor. Foi carinho, foi paixão, mas não chega ao amor sem sofrimento no fim. É assim e ponto!
Cabe ao desiludido entender que seguir de cabeça erguida, sorrindo pra todo mundo e negando a saudade dói. Dói bastante, como uma faca no peito que gira e rasga a cada vez que sobra um segundo desocupado pra pensar, lembrar e chorar pra dentro ou pra fora. Mas por tudo, o mundo nunca para de girar, nem eu de sorrir, nem ela de cantar, nem ele de dançar, nem você de chorar. Não para.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, comente, comente