Páginas

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Margarete

Posso fechar-me em segredo,
não é por medo, é amor.
Não me roubem mais palavras,
mesmo as achatadas na garganta
são silenciadas em teu louvor.
Posso nada te dizer,
um olhar não vale tanto?
Que me deixes só sofrer e escrever,
refugiada neste triste manto.
Lágrimas que caem no teu peito ecoam,
sentes os vendaváis? Ouves os meus ais?
Os sentimentos estão na proa.
Sinto-me curvada pela cruz pesada,
sinto-me alma penada, sem entendimento.
Escuta. Dói mas passa.
O que não nos mata torna-nos mais fortes,
se morrer é porque sou fraca.

Um comentário:

Comente, comente, comente