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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

' E aí você percebe que a primavera continua a florir, talvez não tão bela quanto o ano anterior, mas florece. E que no inverno não tem feito frio, mas não deixa de ser inverno.
Seus lábios não se movem mais, é a eterna expressão de um "nadismo" interior. Quase comparado as respostas que tens dado aos "como vai?" recebido.
Eu lhe pergunto: Até quando?

sábado, 17 de outubro de 2015

' Parece tão perto de terminar. Tão perto de tudo acabar. Acho que essa é a parte em que me preocupo com o que vem depois, se é que existe algum 'depois'.
A vida é mesmo um sopro...

sábado, 3 de outubro de 2015

Romance em 12 linhas

Quanto tempo falta pra gente se ver hoje 
Quanto tempo falta pra gente se ver logo 
Quanto tempo falta pra gente se ver todo dia 
Quanto tempo falta pra gente se ver sempre 
Quanto tempo falta pra gente se ver dia sim dia não 
Quanto tempo falta pra gente se ver às vezes 
Quanto tempo falta pra gente se ver cada vez menos 
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver 
Quanto tempo falta pra gente não querer se ver nunca mais 
Quanto tempo falta pra gente se ver e fingir que não se viu 
Quanto tempo falta pra gente se ver e não se reconhecer 
Quanto tempo falta pra gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu

terça-feira, 26 de maio de 2015

' A vida é tão amorosamente surpreendente que, às vezes, no auge da nossa tristeza, ela aprece com um presente que faz diminuir o tamanhão da nossa dor. Ele não cura, mas a gente lembra que a oportunidade de viver é algo bem maior, bem mais precioso, bem mais bonito, enquanto o desembrulha.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

' Nem sei como dizer, como explicar. Tava tudo tão organizado, tão planejado, milimetricamente calculado e num piscar de olhos você bagunçou tudo. Você nem sabia que bagunça me incomoda e mesmo assim pediu desculpas. Você nem sabia o caminho e mesmo assim chegou aqui. 
Como não ser grata por cada mínima bagunça que você causa? E acredite, eu sou!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

' Hoje, escondido em meio aos meus passados presentes, lembro com medo e saudade, como o amor um dia já me pareceu certo. O tempo passou, algumas dores ficaram e os traumas me parecem constantes. Independente disso, ainda caminho me apaixonando e, volta e meia, me dizendo que agora não é hora de amar. Mas, em silêncio, sei que sempre é hora de amar. Sei também que talvez o meu receio de amar seja só para ele ficar cada vez mais vizinho. Já que com tempo aprendi que quando rejeitamos o amor, o tornamos cada vez mais presente, pois o relembrar da necessidade de esquecer é uma memória presente e covarde. 
- Frederico Elboni